O livro-objeto e as artes na literatura infantojuvenil

Autores

  • Rodrigo Costa de Araujo Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.56372/desleituras.v19i19.262

Palavras-chave:

Literatura Infantojuvenil, Design Editorial, Ensino

Resumo

Analisa como a literatura infantojuvenil contemporânea valoriza a materialidade física do suporte editorial para expandir a experiência de leitura. O estudo conceitua o livro-objeto na fronteira entre a literatura e o design visual, transformando elementos industriais, texturas, formatos e recursos tridimensionais em agentes narrativos. O autor analisa a evolução do gênero, destacando a interdisciplinaridade entre palavra e imagem através de reflexões teóricas de pesquisadores como Michaella Pivetti e Sophie Van der Linden. Para ilustrar o hibridismo dessa vertente artística e sensorial, a pesquisa examina produções emblemáticas como as obras táteis e "livros ilegíveis" de Bruno Munari, a edição sanfonada e multimodal de Zoo (Guimarães Rosa e Roger Mello) e a recriação poética e espacial de Ismália (Alphonsus de Guimaraens e Odilon Moraes). Conclui-se que o livro-objeto atua como espaço de experimentação estética e multissensorial, sendo indispensável para formar leitores críticos e aproximar o público infantojuvenil das artes visuais de maneira lúdica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rodrigo Costa de Araujo, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Ciências da Arte (UFF)

Downloads

Publicado

04/06/2026

Como Citar

Araujo, R. C. de. (2026). O livro-objeto e as artes na literatura infantojuvenil. Desleituras, 19(19), 261–290. https://doi.org/10.56372/desleituras.v19i19.262