O livro-objeto e as artes na literatura infantojuvenil
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v19i19.262Palavras-chave:
Literatura Infantojuvenil, Design Editorial, EnsinoResumo
Analisa como a literatura infantojuvenil contemporânea valoriza a materialidade física do suporte editorial para expandir a experiência de leitura. O estudo conceitua o livro-objeto na fronteira entre a literatura e o design visual, transformando elementos industriais, texturas, formatos e recursos tridimensionais em agentes narrativos. O autor analisa a evolução do gênero, destacando a interdisciplinaridade entre palavra e imagem através de reflexões teóricas de pesquisadores como Michaella Pivetti e Sophie Van der Linden. Para ilustrar o hibridismo dessa vertente artística e sensorial, a pesquisa examina produções emblemáticas como as obras táteis e "livros ilegíveis" de Bruno Munari, a edição sanfonada e multimodal de Zoo (Guimarães Rosa e Roger Mello) e a recriação poética e espacial de Ismália (Alphonsus de Guimaraens e Odilon Moraes). Conclui-se que o livro-objeto atua como espaço de experimentação estética e multissensorial, sendo indispensável para formar leitores críticos e aproximar o público infantojuvenil das artes visuais de maneira lúdica.
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