Editoração, payola moderna e “streaming royalties”: o pacto fáustico na indústria da literatura e música e o silêncio dos criadores na era da automação criativa

Autores

  • Ennio Martins de Oliveira   Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.241

Palavras-chave:

Estética, Autoria, Plataformização

Resumo

Este ensaio examina as transformações recentes dos regimes de produção, circulação e reconhecimento simbólico na Literatura e na Música sob as condições da plataformização digital. A partir da metáfora do pacto fáustico, investiga-se de que modo escritores e músicos passam a negociar autonomia estética, temporalidade própria da criação e autoria em troca de promessas de visibilidade e subsistência econômica mediadas por dispositivos algorítmicos. Em diálogo com Friedrich Schiller, Theodor W. Adorno e Bernard Stiegler, argumenta-se que tais processos engendram formas específicas de silenciamento e precarização simbólica, intensificadas pela automação criativa e pela economia da atenção. O ensaio propõe, assim, uma reflexão ética e estética sobre a condição do criador contemporâneo, compreendendo Literatura e Música como práticas de resistência simbólica e de preservação da imaginação crítica.

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Biografia do Autor

Ennio Martins de Oliveira  , Universidade de Brasília

Pós-graduado em Docência do Ensino Superior, Direito Digital e Proteção de Dados; Orientação Educacional; Licenciado em Música (Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP) e Universidade de Brasília (UnB).
  

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Publicado

06/02/2026

Como Citar

Oliveira  , E. M. de. (2026). Editoração, payola moderna e “streaming royalties”: o pacto fáustico na indústria da literatura e música e o silêncio dos criadores na era da automação criativa. Desleituras, 15(15), 236–253. https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.241