Editoração, payola moderna e “streaming royalties”: o pacto fáustico na indústria da literatura e música e o silêncio dos criadores na era da automação criativa
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.241Palavras-chave:
Estética, Autoria, PlataformizaçãoResumo
Este ensaio examina as transformações recentes dos regimes de produção, circulação e reconhecimento simbólico na Literatura e na Música sob as condições da plataformização digital. A partir da metáfora do pacto fáustico, investiga-se de que modo escritores e músicos passam a negociar autonomia estética, temporalidade própria da criação e autoria em troca de promessas de visibilidade e subsistência econômica mediadas por dispositivos algorítmicos. Em diálogo com Friedrich Schiller, Theodor W. Adorno e Bernard Stiegler, argumenta-se que tais processos engendram formas específicas de silenciamento e precarização simbólica, intensificadas pela automação criativa e pela economia da atenção. O ensaio propõe, assim, uma reflexão ética e estética sobre a condição do criador contemporâneo, compreendendo Literatura e Música como práticas de resistência simbólica e de preservação da imaginação crítica.
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