Realismo Mágico (e fantástico) no conto “Paisagem”, de Moacyr Godoy Moreira
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.240Palavras-chave:
Literatura, Realismo mágico, Fantástico, “Paisagem”, Conto, Moacyr Godoy Moreira, SertãoResumo
Neste ensaio analisaremos o conto “Paisagem”, de Moacyr Godoy Moreira, a partir do realismo mágico e do fantástico, com base nos aportes teóricos de Todorov, Chiampi e Eliade. A narrativa naturaliza o insólito por meio da incorruptibilidade do corpo de Germano e da agência simbólica da paisagem, especialmente da chuva e do rio, compreendidos como operadores de trânsito, ritual e memória. A morte é lida como dobra ontológica que reorganiza laços comunitários e percepção do real, reinscrevendo o sertão brasileiro como espaço simbólico em que o extraordinário constitui a própria experiência da realidade.
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