Entre ecos e espelhos: intertextualidade e descentramento do sujeito em “Trem do atlântico”, de David Oscar Vaz

Autores

  • Wilbett Oliveira Universo, RJ

DOI:

https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.239

Palavras-chave:

Literatura brasileira contemporânea, Trem do atlântico, David Oscar Vaz, Análise de personagem, Intertextualidade, DDescentramento do sujeito

Resumo

Neste ensaio analisaremos o romance "Trem do atlântico", de David Oscar Vaz, investigando a articulação entre intertextualidade e o descentramento do sujeito. Apoiando-se em teóricos como Vítor Manuel de Aguiar e Silva e Antonio Candido, o texto examina como a construção da personagem protagonista, analisada à luz dos estudos de Beth Brait, reflete a fragmentação da identidade moderna ao dissolver-se em ecos de figuras como Borges e Pessoa. Investigamos como a narrativa se afasta da linearidade para se consolidar como uma obra aberta, onde o sujeito não se constitui como unidade, mas como um arquivo instável de memórias. Conclui-se que a personagem Tiago opera como um espelho de alteridades, cuja incompletude formal espelha a própria impossibilidade de síntese do sujeito contemporâneo, configurando uma poética da não-conclusão que desafia o fechamento estrutural e semântico do gênero romanesco.

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Biografia do Autor

Wilbett Oliveira, Universo, RJ

Pós-Graduado em Literatura Brasileira (Universo, RJ). Pós-Graduado em Ensino de Filosofia e Sociologia (Faculdades Alfa, SP). Ensaísta, poeta e editor.

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Publicado

06/02/2026

Como Citar

Oliveira, W. (2026). Entre ecos e espelhos: intertextualidade e descentramento do sujeito em “Trem do atlântico”, de David Oscar Vaz. Desleituras, 15(15), 207–233. https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.239