Orientalismo? A experiência japonesa em Barthes: as dimensões da estética, do silêncio e do estranho
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.235Palavras-chave:
Literatura, Roland Barthes, O império dos signos, Silêncio, AlteridadeResumo
Neste ensaio analisaremos a experiência japonesa na obra O império dos signos, de Roland Barthes, compreendendo-a como gesto estético e teórico de deslocamento dos regimes ocidentais de significação. Partindo da recusa barthesiana da descrição etnográfica e da explicação cultural, o texto evidencia como o Japão é assumido como constructo ficcional e dispositivo crítico, por meio dos quais entrelaçam-se categorias centrais do pensamento ocidental, tais como interioridade, profundidade, representação e sentido pleno. O texto dialoga com a crítica do orientalismo formulada por Edward Said, situando Barthes em uma zona ambígua entre ruptura e continuidade, na medida em que a sua escrita refuga a domesticação epistemológica do Outro, mas permanece timbrada pelo ponto de vista ocidental. A análise privilegia categorias como silêncio, vazio, fragmento, superfície e intervalo (ma), articuladas a práticas estéticas, como o haicai, o bunraku, a caligrafia e a materialidade da escrita. Em diálogo com Eric Marty e Shuichi Kato, este ensaio sustenta que a experiência japonesa em Barthes opera como exercício de estranhamento produtivo e desaprendizagem, propondo uma ética da leitura fundada na suspensão do sentido e na abertura ao estranho como forma de crítica ao logocentrismo ocidental.
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