Perspectivas dialógicas entre “Futuro ancestral” e o “O antigo futuro”

Autores

  • Juliana Marafon Pereira de Abreu Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.233

Palavras-chave:

Literatura, “Futuro ancestral”, “O antigo futuro”, Luiz Ruffato, O antigo futuro

Resumo

Neste ensaio analisaremos dialogicamente a definição de “tempo” em duas obras da literatura brasileira contemporânea: Futuro ancestral, de Ailton Krenak, e O antigo futuro, de Luiz Ruffato, ambas publicadas em 2022. Em Krenak, o registro do passado pelas gerações anteriores está intimamente conectado com o que podemos chamar de “personificação do futuro”, no sentido de conferir identidade ao grupo pelo reforço do laço sagrado entre homem e natureza. Em Ruffato, por sua vez, a ordem regressiva do tempo narrativo (presente para passado) retrata uma dinâmica ausente de grandes mudanças, sobretudo socioeconômicas, na vida de imigrantes italianos e seus descendentes no Brasil. O diálogo entre as obras é promovido pelas considerações sobre a definição de tempo oferecidas por Henri Bergson e por Sidney Barbosa, de maneira a problematizar as dimensões do fenômeno “tempo”, estabelecendo o contraponto entre a ficção e a realidade.
Literatura. Tempo. Futuro. Passado. Diálogo.

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Biografia do Autor

Juliana Marafon Pereira de Abreu, Universidade de Brasília

Doutoranda e Mestre em Literatura e Práticas Sociais (Universidade de Brasília). Licenciada em Letras – Português/Inglês e suas respectivas Literaturas (CEUB).

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Publicado

06/02/2026

Como Citar

Abreu, J. M. P. de. (2026). Perspectivas dialógicas entre “Futuro ancestral” e o “O antigo futuro”. Desleituras, 15(15), 119–135. https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.233