A memória coletiva em “Uso diário”, de Alice Walker

Autores

  • Jacqueline Laranja Leal Marcelino Universidade do Estado da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.231

Palavras-chave:

Literatura afro-americana, Uso. diário, Alice Walker, Memória coletiva, Identidade feminina

Resumo

Neste ensaio analisaremoss o papel da memória coletiva na construção das personagens femininas do conto Uso diário, de Alice Walker, a partir da perspectiva teórica de Maurice Halbwachs. Compreendendo a memória como um fenômeno social, o estudo investiga como as lembranças individuais da narradora e de suas filhas, Dee e Maggie, são constituídas e legitimadas no interior do grupo familiar. A análise evidencia que a memória coletiva se manifesta por meio da partilha de experiências, da convivência cotidiana e da preservação das tradições familiares, especialmente no que diz respeito aos objetos artesanais confeccionados para o uso diário. Enquanto Maggie se identifica com os valores e as práticas herdadas, Dee se distancia do grupo ao reinterpretar esses mesmos objetos como artefatos culturais a serem preservados esteticamente, e não utilizados. Concluimos que o conto problematiza o conflito entre pertencimento e distanciamento cultural, revelando como a memória coletiva atua na construção das identidades femininas afro-americanas e na valorização das tradições familiares.

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Biografia do Autor

Jacqueline Laranja Leal Marcelino, Universidade do Estado da Bahia


Doutora em Letras (Universidade Federal do Espírito Santo, UFES). Professora da Universidade do Estado da Bahia, Campus X, Teixeira de Freitas.

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Publicado

06/02/2026

Como Citar

Marcelino, J. L. L. (2026). A memória coletiva em “Uso diário”, de Alice Walker. Desleituras, 15(15), 87–104. https://doi.org/10.56372/desleituras.v15i15.231