SERTÕES EM RESISTÊNCIA: AS RELAÇÕES HUMANAS ENTRE VEREDAS E CACAUAIS
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v14i14.211Palavras-chave:
Literatura, Resistência, Amazônia, Relações Humanas, CacauResumo
O presente capítulo oferece uma análise rica e multifacetada da Amazônia, indo além da visão colonial de um território inexplorado e selvagem. Utilizou-se uma abordagem interdisciplinar, entrelaçando a história do cacau como droga do sertão com a literatura de Guimarães Rosa e Inglês de Souza e, essa fusão de elementos históricos e literários revela a região como um espaço de resistência e negociação, onde os povos nativos e ribeirinhos desempenharam papéis de destaque. A análise se aprofunda ao conectar essas realidades históricas com a literatura, tecendo um paralelo entre o sertão amazônico e o sertão nordestino. O texto então se concentra em O Cacaulista, de Inglês de Souza, um romance que utiliza as plantações de cacau para expor as tensões sociais, a exploração e a resistência dos povos ribeirinhos no século XIX. Através da história e da literatura, revela-se uma Amazônia de intensa luta, resiliência e profundidade, onde a natureza e as pessoas estão intrinsecamente conectadas.
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