A REPRESENTAÇÃO DO NARRADOR HERDEIRO EM "MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS": CRÍTICA À ELITE E DESFAÇATEZ DE CLASSE
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v12i12.182Palavras-chave:
Literatura, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis, Narrador Herdeiro, Crítica literáriaResumo
Este ensaio propõe uma leitura crítica do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, articulando a figura do narrador à tradição do romance como forma histórica da modernidade burguesa. Partindo das formulações de Georg Lukács sobre o romance como epopeia da sociedade burguesa, do diagnóstico de Ángel Rama sobre os impasses da forma romanesca na América Latina e da crítica de Antonio Candido à literatura do subdesenvolvimento, o ensaio analisa como a referida obra machadiana traduz os dilemas de um país periférico. Em sequência, investiga-se o narrador machadiano como herdeiro de uma elite escravocrata, destacando sua volubilidade, ironia e cinismo como expressão formal das contradições do Brasil imperial. A análise combina abordagens histórico-sociais e estético-formais, a partir das contribuições de Candido, Felipe Oliveira de Paula e Roberto Schwarz.
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